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Açúcar e Pimenta

BLOG PESSOAL ONDE OS PENSAMENTOS VOAM E TUDO PODE ACONTECER

Açúcar e Pimenta

BLOG PESSOAL ONDE OS PENSAMENTOS VOAM E TUDO PODE ACONTECER

28
Fev18

Que comece a contagem decrescente

A.

Desde pequena que a minha mãe sempre dizia que eu sempre tinha dias para contar. Ou era para a data de aniversário, ou para as férias na praia, para a festa da aldeia, enfim, andava sempre a contar os dias que faltavam para alguma coisa acontecer.

Passados alguns anos não deixa de ser diferente e hoje começo uma nova contagem para saber o que se vai passar daqui a alguns dias na minha vida profissional.

Tanto consigo ter uma ideia como não. Apesar de tudo, aconteça o que acontecer vai  sempre ser uma nova etapa com coisas boas e outras talvez menos boas, mas em relação a isso tudo faz parte e às vezes é do menos bom que surgem depois grandes oportunidades ainda melhores que a anterior.

18
Fev18

Trabalhar por turnos

A.

Tem as suas vantagens e desvantagens. É bom porque a rotina muda de semana a semana e por isso não corremos o risco de cair tanto na monotomia. Quando começamos a entrar no ritmo daquele horário é quando volta a mudar.

Como as folgas não são fixas aos fins de semana, muitas vezes dá jeito ter folgas durante a semana para poder tratar de assuntos pessoais. Se bem que depois vem o lado contrário, porque é aos fins de semana que acontece tudo e queremos muitas vezes ir aos encontros e eventos sociais com a nossa família e amigos e pois, não dá, tenho que ir trabalhar! Compensa um pouco os domingos serem pagos a dobrar.

E depois preferimos fazer noites porque não temos a obrigação de acordar todos os dias cedo com o despertador, podendo ficar mais que os ditos cujos "São só mais 5 minutos" na cama e da parte da manhã conseguimos orientar logo as tarefas domésticas todas e ir trabalhar à tarde , e assim conseguimos aproveitar melhor as folgas seguintes, e quando estamos de manhã isso já não acontece. Mas quando estamos de manhã, ai quando estamos de manhã... chegamos a casa cedo, jantamos em família e ainda passamos um belo de um serão todos juntos.

Resumindo, tudo tem os seus prós e contras e resta-nos aproveitar o melhor de cada lado e transformar o pior no mais agradável possível. 

16
Fev18

É como as fases da lua

A.

É  bom sentir que tudo são fases como a lua.

 

As coisas vêm chegando, umas vezes devagar outras nem nos dão tempo para assimilarmos a informação.

Depois deixam-se ficar até atingir o seu auge.

E assim que nos apercebemos já lá vai tudo e uma nova fase está para chegar.

 

Não há nada a fazer, é um ciclo. E ainda bem que o é. 

Dá esperança a uma nova fase. Uma fase repleta de bom humor e alegria. 

08
Fev18

Tenho saudades

A.

Tenho saudades do tempo em que era inocente e nada tinha mal. Tenho saudades de quando julgava que todas as pessoas eram verdadeiras e nossas amigas, saudades de achar que tudo o que ouvia era sincero e ficar estupecta com as coisas mais bizarras, quando agora vejo que afinal não era bem assim. Estamos sempre a aprender. Umas vezes aprendemos de formas um pouco mais divertidas, outras vezes nem tanto assim. É preciso bater com a cabeça parede e é sobretudo preciso passarmos pelas coisas. 

 

Tenho saudades de quando era mais ingénua e não via nunca maldade ao virar da esquina, no entanto, hoje com as viscitudes da vida vejo-me obrigada a desconfiar de tudo e todos, é uma das minhas actuais formas de defesa.

 

Tenho saudades de quando a única coisa que me tirava o sono era a ansiedade de que chegasse a data de alguma festa ou a data de ir de férias para a praia e não as preocupações sobre o trabalho que vêm para casa (e não deviam) ou sobre os outros problemas pessoais que se abatem sobre nós e pensamos neles 24h por dia.

 

Tenho saudades de quando a única preocupação era que roupa vestir e às vezes fazia disso um grande drama (na idade do armário, claro) e agora vejo que isso não é realmente nada comparado com outras preocupações que vão surgindo no nosso dia-a-dia.

 

Tenho saudades de quando estávamos todos juntos e só se ouviam gargalhadas que chegavam ao cimo da rua e nos dávamos todos tão bem que não havia nada que viesse que fosse suficente para destruir isso. Hoje, já não é bem assim.

 

Tenho saudades de quando os dias eram passados a brincar na rua com os amiguinhos de sempre e o tema de discussão era "-Ao que é que vamos brincar?".

 

Tenho saudades dos tempos em que acreditava que nada disso ia acabar e ia ser sempre assim. Foram tempos de pura ingenuidade e isso ajudava bastante a não nos apercebermos da realidade como ela era e viver tudo de uma forma mais leve e tranquila. Hoje vivo tudo com mais intensidade, vejo as coisas mais além e às vezes só queria poder voltar a vê-las sem as coisas menos boas que às vezes nos rodeiam.

05
Fev18

Ansiedade

A.

Todos temos fases boas e outras em que não estamos tão bem assim. Eu encontro-me mais na segunda opção. Não é que as coisas me andem a correr mal, que não andam, mas sei lá... é este tempo, é a rotina, são as pessoas, é o trabalho que está estagando, e eu gosto de novos desafios, são as pequenas preocupações de todos os dias que parece que são gigantes, quando afinal tudo se faz e tudo se resolve.

 

Gostava de às vezes ter um pouco mais de autocontrolo para conseguir dominar certos sentimentos e pensamentos para esquecer tudo o que me aflige e pensar só positivo e poder viver cada dia tranquila, sem ansiedade, com muitos sorrisos e gargalhadas. E estando eu de férias claro que é pior. Ainda que precise de descansar a mente e o corpo, mas depois fico com demasiado tempo disponível para pensar e é isso que me faz mal. Já para não falar de que sou uma pessoa muito nervosa por natureza, ainda que quem lide comigo diariamente diga o contrário, e envolvo-me sempre demasido nas coisas vivendo tudo ao rubro. 

 

Falta-me um filtro para conseguir selecionar melhor aquilo a que devo dar realmente importância e viver intensamente e colocar de lado as coisas pequenas em que nem vale a pena pensar. E há uma coisa que também tenho que aprender a fazer definitivamente, que é deixar o trabalho no trabalho. Mas existe aquela coisa chata das redes sociais e basta ligar o wifi ao serão para ver as noticias e algumas curiosidades que é só ver notificações da empresa a entrar. Já consigo muitas vezes nas folgas e horas livres não ir espreitar e guardar para ir ver mais tarde, mas às vezes devido às circunstâncias não dá.

 

Vale-me o D., os meus minutos diários de meditação, os meus livros e as minhas séries para ir controlando toda esta ansiedade que vou sentido e que me quero ver livre dela de uma vez por todas. E vou controlar!

04
Fev18

Refúgio

A.

Adoro os fins de semana em casa do D. Se durante a semana inteira tenho a responsabilidade de ter que cumprir horários e tudo é uma constante correria, já para não falar das responsabilidades que tenho no meu local de trabalho, assim que chega a sexta-feira e vou até casa do D., para passar o fim de semana, quando lá chego tenho a sensação de que fico logo num mundo diferente. É a diferença entre o dia e a noite e a água e o vinho. Lá é tudo tão calmo. É que não se passa absolutamente nada. Os momentos mais entusiásticos durante o dia é quando passa algum carro na rua.

 

Gosto de ver aquele local como o meu refúgio. Quando lá estou deixa de haver horários, deixa de haver responsabilidades, posso descontrair, relaxar os músculos e deixar-me levar pelo ambiente. Depois são as manhãs a fazer ronha na cama, as tardes a ver filmes, as noitadas com os nossos amigos, a simpatia de todos, a comida típica daquela zona, que eu A-D-O-R-O, e tantas outras coisas.

 

Quando chega o domingo à noite e estou de regresso a minha casa, chego uma pessoa muito mais tranquila, a ansiedade fica logo controlada e a mente cheia de energia positiva para pelo menos durante mais umas semanas viver a rotina da melhor forma.

01
Fev18

Lesley Pearse - Uma Mulher em Fuga

A.

Como tenho estado de férias por estes dias tenho aproveitado para ficar algumas horas em frente à lareira a pôr a leitura em dia. Tenho sempre alguns livros em pilha na mesa de cabeceira, umas vezes está maior outras nem tanto mas ultimamente os livros têm-se vindo a acumular e há que tratar do assunto.

 

E o último que acabei de ler foi o de uma das minhas autoras preferidas, Lesley Pearse, mas que desta vez não me conseguiu chegar ao coração. Desde que começaram a ser lançadas as edições portuguesas que leio os seus livros, não há nenhum que me esteja em falta, porque gosto sempre da maneira como os factos são relatados, os sentimentos passam com grande transparência e a descrição dos lugares e da época também me costuma cativar bastante. 

 

Em cada livro podemos contar com a história de uma mulher, sendo que cada uma delas é uma verdadeira guerreira. Apesar de todas as dificuldades que possam ter, mostram sempre como é possível dar a volta por cima e realizar cada um dos nossos sonhos. No fim de cada livro costumo sempre retirar a lição de que devemos sempre seguir aquilo que nos faz felizes.

 

Mas desta vez o "Uma Mulher em Fuga" não me cativou nada comparado com todos os outros que estão para tráz. Sinto que a história é contada de uma forma já lenta demais, que não há grandes desenvolvimentos, o final acaba por ser um pouco surpreendente sim, se bem que a certo ponto do livro nos vão sendo dadas pistas, e não há tanto aquele positivismo, ou por ser uma história um pouco mais cruel, sem tanto romantismo como nos tem habituado nos outros, eu não tenha gostado tanto. Gostava de ter tido mais ação. 

 

Por isso já deu para perceber que fiquei um pouco desiludida, esperava outra coisa, mas como em tantos só não gostei tanto deste, não há que ficar ressentida e já há mais um a morar cá em casa de Lesley Pearse para ler, "Duas Mulheres, Dois Destinos". Uma nova hipótese de me voltar a reconquistar. 

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